Rafaelismo

Se”Ismo” é o sufixo formador de conceitos importantes no estudo da manifestação consciencial, nada melhor do que criar o meu próprio “ismo”… Aqui você só encontrará um pouco do meu mundo!

26/12/08

Quase uma promessa …

Mais um ano terminando, e é inevitável olhar pra trás. É difícil não passar aquele sentimento de
mudança, esperança e melhora em nossa cabeça. Programados ou não, já fazem parte da nossa vida, da nossa cultura e servem de alimento, de fonte de energia para as engrenagens não enferrujarem.

Mais um ano se foi e descobri que esse ano eu fui feliz.
Mais um ano se foi e descobri que eu briguei várias vezes com as pessoas que amo
Mas no outro dia elas estavam alí…
Mais um ano se foi e descobri que internet também vicia
Mas descobri também que é possível encontrar pessoas especiais através dela.
Mais um ano se foi e minhas dúvidas quanto ao futuro ainda persistem.
Mas esse foi o ano que mais aprendi.
Mais um ano se foi e descobri que eu passei vários dias entregue ao mal humor
Mas descobri que os episódios que me fizeram sorrir superam os anteriores.
Mais um ano se passou e eu estava cobiçando a tal felicidade
Mas descobri que me encontrei com ela em vários momentos e nem percebi.
Mais um ano se foi, daqui a pouco chega outro, passa carnaval e tudo será igual de novo.
Mas com certeza meu olhar estará um pouco mais aguçado para enxergar o que realmente
merece minha alegria, meu choro, meu desânimo e meu carinho.

 

criado por rafamussolini    11:47 — Arquivado em: Sem categoria

8/12/08

Pessoas Estranhas

ESCOLA DE ARTES CAPITÃO CARAMBOLA APRESENTA:

PESSOAS ESTRANHAS

Formatura dos alunos do Curso de Teatro 2

Dia: 08 de dezembro de 2008 (Segunda Feira)

Onde: Palácio das Artes de Vespasiano  Horário: 20:00 h

Trazer 1 Kilo de alimento não-perecível ou uma peça de roupa em bom estado.

criado por rafamussolini    15:50 — Arquivado em: Sem categoria

7/12/08

POR AQUI

Você já não anda mais por aqui
e sem exagero penso o que será de mim…
Agora que você já não anda por aqui
Descobri que nunca te conheci

Eu tinha em vista algo muito maior
Muito maior
E por isso eu não vi.

Sempre andei sob esquema
Acreditando num dia após o outro
Com medo de perder
Me virei para o lado oposto
E agora que você já não anda mais por aqui
Estou sozinho de novo…

criado por rafamussolini    15:01 — Arquivado em: Sem categoria

5/12/08

“João Só Quer Amar…”

Mais uma consequência de uma história de ônibus. E acredite, essa aqui é baseada em úma história real. Em pleno horário de aula na faculdade, minha amiga Cris me contou esse caso muito engraçado que aconteceu com um colega dela e achei tão hilário que resolvi passar para o papel. É claro que você encontrará o acontecido um pouquinho mais rebuscado e exagerado, mas é pra dar um tom mais envolvente à narrativa. Acrescentei algumas percepções e opiniões minhas, que são experiências por andar de "busão" todo dia! Divirtam -se…

                                               

O trabalho e toda sua rotina. Acordar cedo, pegar aquela lotação digna do nome que foi batizada, lotada, e ainda por cima um gigantesco engarrafamento. E vocês já repararam como os homens falam pouco de manhã? Na parte da manhã não são muito dados à conversa. No mais rosnam um “bom dia” meio entre dentes. Já mulher não. Mulher sofre da síndrome da “boquinha nervosa”, possuem uma necessidade incontrolável de se comunicarem. Em um ônibus, de manhã, você só escuta voz de mulher e sai do “busão” sabendo o que a Dona Maria, aquela que operou da vesícula, vai fazer pro almoço especial de domingo. Sem contar que sempre o celular de um infeliz começa a tocar… E acreditem, sempre será um toque extremamente insuportável como aquela “musiquinha” da Família Addams, por exemplo. Isso mesmo, e polifônico ainda por cima. E parece que o coitado se diverte com a situação, porque custa a atender a ligação.

                                                                

Apenas cinco minutos de atraso que rendem um mês inteiro de perseguição do maldito do chefe. E aí vem aquele dia maçante, pilhas e mais pilhas de relatórios para ler e fazer que as mãos começam a criar vida própria. Eu juro que um dia ouvi meu dedo mindinho, aquele coitadinho que fica por baixo de todos, ali, se arrastando pelo papel, murmurar um palavrão bem sujinho.
A hora do almoço é uma verdadeira “hora do desgosto”. Se num dia a cozinheira não queima o arroz é porque queimou o feijão, e o bife vem com aquela cara de boi magrelo que morreu de sede e que foi preparado numa chapa suja à beça. Mas tudo bem. Vou reclamar pra quê? Odeio gente que reclama demais.
E ultimamente estou muito feliz, acho que estou apaixonado. Acho que encontrei a mulher da minha vida. Pego o ônibus todo dia com ela. Estamos flertando tem uns dois meses. Troca de olhares, aquela coisa sabe? A melhor hora do dia é a de ir embora de ônibus apertado. Enquanto a tarde vai passando no Quilombo e depois de engolir uma dezena de sapos, a lembrança da minha dama da lotação serve como copo de vinho francês. Aí já não reclamo mais. Vou reclamar pra quê? Odeio gente que reclama demais. Nessa hora qualquer sapo desce gostoso. Tudo vale a pena se no final eu ver minha pequena.

Já me peguei várias vezes tentando imaginar o nome do meu “docinho”. Até hoje não tive coragem de dar um oi, uma Boa Noite! Aliás, nunca ouvi sua voz. Será que é aquele tipo de voz forte e decidida, tipo Ivete Sangalo? Não! Não! Aí não, ela vai ser mais homem que eu. Deve ter aquela “vozinha” tipo Sandy. Isso não. Deus me Livre! Essas possuem a tendência de carregar o irmão nas costas, ou seja, um cunhado pra transferir das costas dela para a minha!
Mas que tem cara de inteligente isso tem. Como é linda minha princesa! Ainda faltam três horas para eu vê-la e aí vou tomar coragem e… Vou ficar olhando mais um pouquinho. Segunda feira eu falo com ela.
Nesse dia até que a tarde terminou tranqüila. Assim que deu meu horário, desliguei o computador, tranquei minhas gavetas e desci a escada tão rápido que nem percebi. Chego ao ponto de ônibus e começo a olhar em volta, como sempre. É o ponto de ônibus mais fétido do mundo. Uma mistura de mijo com bosta de rato e de gente, mais o suor de dezenas de pessoas que trabalharam um dia inteiro.
Logo minha ira é desviada pela visão da minha pequena. Afinal, tenho motivo pra reclamar? Claro que não. A noite está tão tranqüila e eu odeio gente que reclama demais.
E ela lá! A primeira da fila. O amor da minha vida. Aquilo era uma aparição do céu, um anjo encarnado e… MUDO! A lembrança de nunca havia escutado sua voz me volta como um tiro. Eu não conheço a voz da minha amada. Isso tem que mudar. Então decidi me aproximar. Cada passo que eu dava parecia pesar uma tonelada. Meu Deus, como covardia pesa! E não é que no ápice da minha coragem repentina, o ônibus chega, sem um minuto do atraso habitual, logo hoje, e atrapalha a minha aproximação! A cada passo que eu dava ensaiava uma palavra de amor, a cada passo que eu dava aumentava a vontade de ganhar um beijo ardente e então me imagino falando com ela, e quase me borro inteiro.

Pronto! Sento no ônibus e só enxergo a nuca da minha pequena. Ela está ali, a três cadeiras de distância de mim. A cabecinha cansadinha encostadinha na janelinha. Como eu queria ser aquela janelinha. A viagem foi seguindo como tantas outras. Minhas alucinações, um saculejo, delírios, outro saculejo, nuca, cabelo e silêncio. Eu acompanhando cada movimento de cabeça ou de mão e a cada mexida de cabelo era como se eu sentisse o cheiro de mil rosas. Não pude conter um sorriso nos lábios ao contemplá-la, imaginando o que ela estaria pensando. E eu me imaginando, num parque ao lado dela, o primeiro beijo, o pedido de namoro, o pedido de casamento, o sim na igreja, a gravidez, o nascimento…
Sou acordado do meu devaneio de forma brusca. De repente o ônibus dá aquela freada de descolar retina e levar o estômago pra sentar no colo. Olho desesperado para a direção da minha pequena extremamente preocupado. Daí pra frente tudo aconteceu numa espécie de câmera lenta. Da boquinha linda da minha esposa prometida sai o seguinte grito em resposta a freada do cavalo do motorista:
- UTERERÊ !!!

Desci no inferno, levei um creu do capeta e voltei. Dos meus olhos saíam lavas e faíscas de fogo e eu tremia de ódio. “Utererê”? Foi a primeira palavra que ouvi da boca daquela Diaba? Eu não estava acreditando. Como pode alguém dar tanto desgosto gente? Como pode alguém matar assim um amor tão grande? A minha vontade era de esganar aquela “baranga”. “Utererê”? Essa palavra nem existe. Essa vagabunda deve ser estrangeira. E a infeliz ainda tinha uma “vozinha” de causar suicídio coletivo.
Aquilo não era uma mulher, era uma tragédia. Aquilo não era uma mulher, era um acidente. Só de pensar que perdi tanto tempo sonhando com aquela infeliz, me dá vontade de realizar uma chacina.
O que será que há de errado comigo? Será que eu rezo pouco?Isso não é justo comigo, no fundo eu só quero ser feliz. Eu não merecia estar passando por isso. Logo eu que sou um homem que não reclama da vida. Não sei se eu já disse isso pra vocês, mas eu odeio gente que reclama demais.

criado por rafamussolini    14:53 — Arquivado em: Sem categoria

4/12/08

Invisível

                                                         

                                      
Agora
quando eu olhar
de perto…
cada vez mais perto
você vai notar.
Agora
quando eu olhar
te olhar…
cada vez mais perto
você vai notar.

Agora
quando eu te tocar
te tocar…
cada vez mais forte
você vai notar
vai notar…

eu vou te queimar…
sua pele vai queimar
e você vai me notar

você não tem mais escolha
você vai me notar
quando eu gritar nos seus ouvidos
você vai me notar
quando eu rasgar o seu vestido
você vai me notar

Sou tua fobia

Ninguém tem o direito…
de separar o fóbico de sua fobia
O fóbico de sua fobia…

criado por rafamussolini    10:00 — Arquivado em: Sem categoria

“O Que Não Sei Não…”

                          

PERDIDO.
                  Corri, busquei.
Na euforia poeira subiu
Não enxerguei além.

CASULO.
                Sem cor.
Charme algum
                Rompe-se
Comprova a primeira teoria.

EXTRAVAGÂNCIA.
                              Veste-se de sobriedade
Não é simples perceber simplicidade
Tudo “isso”
                    Tudo “aquilo”
No diz que diz incompreendido.

CAMINHOS TORTOS
Que procedem com reserva
                           Depois da nuvem de poeira
Há sempre água corrente

PERDIDO.
                 Corri, lutei…
Pelo que?
Agora nem mesmo eu sei 
                 Pertence a todos
E reafirma a primeira teoria

CONTE-Me
                   Sobre o “porque sim”
CONTE-Me
                   Sobre o “porque não”
O que diz as ruas
                  “O que não sei não”…

 

criado por rafamussolini    8:29 — Arquivado em: Sem categoria

3/12/08

Um Pouquinho de Desdém

                                  Contei as estrelas do céu                                   
e vi que são poucas demais
são muito poucas

É demais o que se tem
de falta de tempo
e o tempo que falta
é demais pra ser coberto de desdém…

Contei os grãos de areia
E vi que são poucos demais
são muito poucos

É   demais o que se tem
de falta de tempo
e o tempo que falta
é demais pra ser coberto de desdém…

É demais o que se tem
de falta de tempo
e o tempo que falta
pra você fugir
te trata com desdém

Se ficar o tempo anda
Se correr ele ultrapassa
é demais o que se tem
de falta de tempo
e o tempo que falta
é extenso
e merece um pouquinho de desdém.

 

 

 

criado por rafamussolini    1:32 — Arquivado em: Sem categoria

2/12/08

BEM me QUER mau ME quer…

                                                          

Eu prometo que um dia irá aparecer um texto extremamente otimista aqui.
Mas enquanto isso não acontece e eu não acredito em parto induzido, lá
vai mais algumas percepções não tão alegres mas que tem me afligido a
algum tempo.
Já repararam como na maioria das vezes é sempre um erro se dedicar demais
a alguém? Sem ter a intenção a gente acaba deixando que tal pessoa governe
a vida da gente, influencie nos atos,e você se pega fazendo coisas que as vezes
nem queria.O grande Guimarães Rosa escreveu uma vez que :
"A gente carece de fingir às vezes que raiva tem, mas raiva
mesmo nunca se deve de tolerar de ter. Porque, quando
se curte raiva de alguém, é a mesma coisa que se autorizar
que essa própria pessoa passe durante o tempo governando
a idéia e o sentir da gente; o que isso era falta de soberania,
e farta bobice, e fato é."
Salvo as devidas proporções é mais ou menos isso que estou sentindo agora.Não
é questão de raiva, é questão de dúvida. É um refletir que me faz questionar
o porque de se utilizar de gentilezas enquanto muitas pessoas que você convive
não fazem a mínima questão de pelo menos respeitar a sua "boa educação". É também
nessas horas que tomo raiva, agora sim caberia essa palavra, dos discursos prontos que
não tem corpo pra se transformar em ações mas que saem com uma beleza inspiradora
de bocas bem articuladas. Morre-se a verdade, a simplicidade e vence quem tem o dom da fala. Morre-se a
gentileza e quem ganha é o status, a "beleza" da ironia.
Me desculpe você que leu isso até o fim, porque eu sei do meu papel enquanto gente, infelizmente.
Eu vou continuar sendo o mesmo, mas as vezes é preciso vomitar aquilo que está fazendo mal. Já estou bem melhor agora!

criado por rafamussolini    18:33 — Arquivado em: Sem categoria

29/11/08

Ainda que tardia … Ainda que não seja minha…

Se alguem souber o que é, me diga por favor. Se alguém souber como é, me ajude a identificá-la. Se alguém já a viu por aí, me diga a quantas anda…

É incrível como todos nós temos sempre um pedido de liberdade saindo da boca.Mas a questão aqui é a seguinte:
O que faz você se sentir livre?
O que te faz sentir que a vida vale a pena? Acredito que é aí que mora a tal liberdade.
Eis apenas mais uma das grandes contradições do ser humano. No fundo a nossa "liberdade" sempre
estará vinculada a algo ou a alguém. Somos seres que não suporta a solidão.Então será
que desejamos mesmo liberdade? Ou devemos encarar ou nomeá-la de outra forma? Levamos a palavra
ao "pé da letra" enquanto no fundo não sabemos a que "pé" andam nossos próprios desejos. Não podemos confundir liberdade
com falta de obrigações, não podemos confundir liberdade com falta de respeito.
Para mim Cecília Meirelles escreveu a definição mais clara e realmente representativa desse desejo
tão ambíguo…Ela nos diz o seguinte:

"…Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda…"

criado por rafamussolini    14:31 — Arquivado em: Sem categoria

28/11/08

Música

“A música ela me transmite hoje sensações como nunca senti antes.
Ela me libera de mim mesmo.
Ela me separa de mim mesmo.
Como se eu me olhasse,
Como se eu me percebesse de muito longe.
Ao mesmo tempo ela me fortalece.
E sempre após uma noite musical
A minha manhã transborda de idéias e pensamentos corajosos.
É como se eu estivesse mergulhado no elemento mais natural
A vida sem a música é simplesmente um erro, uma tarefa cansativa no exílio”.

Friedrich Nietzsche

criado por rafamussolini    8:31 — Arquivado em: Sem categoria
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